segunda-feira, 19 de maio de 2008

Surpresas do dia-a-dia teatral.

Turma A - 14 de maio.

É, nessa fase de estudo de texto, contextualização da obra, investigação histórica e pesquisa cênica aliada ao universo de possibilidades reflexivas que o fazer teatral expõe, tudo é possivel ou tudo pode acontecer.
Pois é, quando todo mundo estava empolgado com o debate do encontro anterior e a leitura do texto recomendado: A Saga do Héroi, todos foram surpreendidos com a solicitação do texto O Pagador de Promessas. Ué, diziam uns, não vamos falar sobre o leitura feita? Como, diziam outros, as discussões sobre o personagem Zé do Burro não vão continuar? Sim, foi a resposta, mas hoje todas as leituras e sensações das obras lidas serão vivenciadas no corpo, a partir de cenas selecionadas do texto em foco. Xiii... foi um reboliço só. Poucos trouxeram o texto e tivemos que rebolar pra fazer 18 pessoas improvisarem seis cenas (fora a cobrança por parte do coordenador, deixando claro que a partir de agora o texto torna-se parte integrante e inseparável dos nossos encontros). Depois da delicada cobrança, o resultado do encontro foi de pura coragem, flexibilidade e enfretamento. Foi proposto para em trinta minutos estudarmos as cenas e vivenciá-las no palco logo em seguida. Com isso, chegamos a definir alguns personagens e o texto estar deixando de ser algo estranho a todos nós. Vamos conversando...

Olhem essa foto. Hummmm... bom, não?


13 de maio - turma B, registrando...
O toque não é apenas um exercício para massagear o corpo e tonificá-lo, mas o reconhecimento de músculos, ossos e a verificação do grau de entrosamento e integração entre os participantes do grupo. É consciência corporal aliada ao desenvolvimento da qualidade das relações pessoais e coletivas do grupo.
E não foi só isso que aconteceu, não. Além dos exercícios já conhecidos e trabalhados como "Aquecimento vocal", "Troca de nomes e lugares", a Mariana nos fez ficar em roda e aí aplicou o "João Bobo", mais o relaxante "Chuveinho", foi muito bom (... o Moisés e o Paulo perderam essa). Depois, estudo de textos, leituras e experimentações corporais das sensações e entendimentos extraídos dos textos. Que maravilha!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Essa eu não podia deixar de registrar: Moisés no cinema.

Cauê,
A gravação do curta metragem Pereira & Associados, da ECA/USP, terminou hoje, 11/5.
Uma maratona de 4 dias seguidos! Foi cansativo porém muito estimulante e gostoso atuar com uma equipe de jovens entusiastas e competentes.
Anexo foto tirada do personagem em intervalo da filmagem: o "Sr. Pereira" com parte da equipe de filmagem.
Agora é aguardar a montagem e finalização do curta. Apesar da edição completa estar prevista para novembro, prometeram me entregar uma versão para logo, mesmo não definitiva. A edição final deve passar pelos professores das diversas etapas, como enredo, roteiro, direção, iluminação, som, etc. Abços, Moisés.

domingo, 11 de maio de 2008

Nova fase nas turmas e no blog!


Há novas diretrizes e novidades no dia a dia de cada turma no curso. Uma nova etapa na obtenção e percepção das informações transmitidas e pesquisadas. Vira a página e nos vemos sob e sobre novo olhar, novo foco do fazer teatral e do movimento. Os exercícios vão ficando mais elaborados e exigindo mais de cada um. A qualidade no desenho corporal, na textura do relacionamento no palco, na atenção ao que está sendo proposto e executado, na escuta do corpo são, agora, nossa meta, nosso objetivo. No caso da turma B, estamos partindo para a elaboração de cenas livres, a partir de textos elaborados pelos participantes, que nos permitirão chegar a um resultado que contemple todos os nossos exercícios e treinamentos dados.
Já a turma A, está de pé e cabeça mergulhada na pesquisa de contextualização da obra do Dias Gomes, O Pagador de Promessas, que nos levará a compreender o universo ali proposto e o conhecimento necessário para criar as cenas e os personagens.
Assim, atento a esse momento do curso, o blog passará a registrar, em foto e texto, o dia a dia das aulas neste campo de postagem e não mais no lado direito da página (fotos) ou embaixo da mesma (aulas: turma A e turma B), como vinha sendo trabalhado. Vamos a isso!
Turma B , 06 de maio:
Foto do encontro acima (linda, não?). O encontro foi marcado pela análise e depoimentos sobre o espetáculo assistido na semana anterior, O Monocórdio de Pitágoras, ressaltado por todos por sua qualidade e contéudo. Depois retomamos o exercício "Treinamento Ninja", colocando o corpo em contato com o ambiente, objetos e outros corpos. A parte final do encontro nos reservou a alegria e o prazer dos exercícios cênicos sobre os sentimentos: cada aluno/pesquisador buscou ler e compreender no corpo o que cada palavra dizia. Foi lindo demais!
Turma A, 07 de maio:
Uma pena, não foi registrado em foto o momento da roda de discussão sobre o conteúdo e os personagens da obra. Mas a discussão deu o que falar: religião, preconceito, intolerância, oportunismo, cultura, mídia, manipulação de pessoas e fatos... Enfim, três horas que passaram rapidinho. Falamos ainda do herói contido na obra e do ser mítico; semelhanças entre o Zé do Burro e os hérois gregos; de falha trágica e de catarse. Foi tanto papo bom que ficamos de ler o artigo A Saga do Herói, do livro O Poder do Mito, e discutí-lo no nosso próximo encontro. Não vejo a hora de chegar quarta-feira. Até lá.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Olha só quem apareceu: Severino!


Pitáááááágoras!
Esse foi o grito dado no teatro Ernst W. Hamburger no dia 29 de abril para um grupo atento e alegre do projeto Só com Experiência. O grito faz parte do espetáculo O Monocórdio de Pitágoras, que funde música e matemática numa divertida história de cordel, contada pelo violeiro Severino, um cantador nordestino apaixonado pela história de Pitágoras. Acompanhado de sua inseparável amiga Pafúncia, a violinha mais desenxabida do nordeste, Severino contou como matematicamente Pitágoras chegou a deduzir as escalas musicais conhecidas por nós, hoje.
Não foi só o grito que chamou a atenção mas toda a encenação: figurino, canto, interpretação e claro, conteúdo do espetáculo. Parabéns a Cia. Fábula da Fíbula pelo lindo espetáculo e a todos que acompanharam a história de Severino e sua violinha Pafúncia.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Presente oferecido pela Zélia Paulina


Só Pensei
de: Alexandre Avancini
Eu pensei que ser idoso seria
Um desconforto total
Um só passar de tempo e de dia
A olhar borboletas no quintal
Eu pensei que ser idoso traria
Andar lento e lenço a mão
Esquecido do que fosse alegria
Ter lembranças, viver não
Contar horas, contar tempo
A ver crianças passar
Ter recordações, sofrimento
Querer ver o tempo voltar
Ser um ser só e esquecido
Ser só vovô, ou vovó
Sentir-se pasmo e perdido
Viver de triste e de só
Hoje tenho a idade temida
Ando mais lento, é verdade
Mas parece que é pra ter tempo
De ir saboreando a vida
Aprecio as borboletas, sim
E naquela dança que passa
Tem um gostinho pra mim
Sei lá! De doce, de vida, de graça
E essa idade avançada
Só me deu graça e saber
Quem entendeu vê
Que a vida...
Vale a pena viver

sábado, 12 de abril de 2008

Intercâmbio rolando


Foi nesta última quarta-feira, dia 9 de abril, que o Grupo Teatral Art&Fato da Idade nos visitou e tivemos assim a possibilidade e o prazer de acompanhar a apresentação do espetáculo "Revolução na América Latina", de Augusto Boal, que fala de José da Silva - um homem do povo, um trabalhador comum, e da sua saga para saciar a fome que o acompanha a todo instante.
O Grupo Art & Fato já existe há vinte anos, oriundo de oficinas de teatro para a terceira idade. A opção por montar este texto, segundo o próprio grupo, tem a ver com a maturidade adquirida nesses anos todos, levando-o a refletir: o que nós queremos dizer? Pra quem? De que forma? A escolha do texto não poderia ter sido melhor, certo?
Foi um encontro muito importante para todos nós e queremos agradecer a todo elenco da peça: Adilio dos Santos, Carmen Mancioli, Dirce Galiardi, Edissa Roizman, Leda Maria, Malena, Mercedes Barrios, Paulo Pimentel, Tonha Cavalanti, Vilma di Paula e Maria Morais. A Cristina Gimenes, diretora, mandou, hein!